30 de mai de 2011

BRASILUSA



Neste final de semana assisti ao vivo a abertura de uma exposição de artistas brasileiras em NY

(http://brazilianendowment.org/Videos-OnLine.php) . Foi um sucesso, com muitos brasileiros e americanos interagindo no maravilhoso espaço da BEA.

Em especial, as obras da fotógrafa Rachel Kleinubing que já falei em um post anterior, que mostram a mulher brasileira no canyon Guartelá, e as pinturas de Marta Spagnol e Silvana Annes, todas encaminhadas pela marchand Miriam Soprana da Casa+ Arte Galeria (http://www.casamaisarte.com.br).

A BEA é uma organização sem fins lucrativos que promove conferências, palestras, congressos, exposições de arte, aulas de português, recitais de música, mostra de filmes, lançamentos de livros e eventos literários.

Inaugurada em 4 de dezembro de 2006 pela União Brasileira dos Escritores de New York (Ubeny), a BEA também sedia a Biblioteca Machado de Assis, primeira e única Biblioteca Brasileira em Nova York, que possui atualmente acervo de mais de 4 mil títulos. Os livros são frutos de doações da Biblioteca Nacional, Academia Brasileira de Letras, instituições privadas e colaborações individuais.

A BEA já recebeu a visita de acadêmicos como Nelson Pereira dos Santos, Nelida Piñon, José Sarney, Ana Maria Machado, Marcos Vilaça e Luiz Carlos Lisboa, além do cartunista Maurício de Souza e diversos outros escritores ( www.brasilianendowmnet.org).

Achei muito legal este recurso que nos possibilita assistir aos eventos, não só as exposições, mas também palestras e outros eventos. Também adorei conhecer a BEA e perceber que estamos muito bem representados por lá.

25 de mai de 2011

Setenil de Las Bodegas



Município da província de Cadiz, comunidade da Andaluzia, tem 3016 habitantes em 82 Km2.

O que difere as construções de Setenil das demais também envolvendo pedras, é que lá nada foi alterado nas montanhas, nada foi cavado.

Chamado de “abrigo bajo rocas” apenas paredes foram erguidas para fechar os ambientes.

Não tem como não lembrar de Drummond e sua “pedra no meio do caminho”! Neste caso a pedra foi muito bem aproveitada mostrando a capacidade de adaptação das pessoas sem destruir a natureza.

    No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drummond de Andrade
In Alguma Poesia
Ed. Pindorama, 1930




21 de mai de 2011

Sacolas Criativas



Um tema do momento: sacolas. Recebi por email e divido pois adoro coisas criativas!

















20 de mai de 2011

Uma alegria para sempre - Mário Quintana



As coisas que não conseguem ser olvidadas
continuam acontecendo.
Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo de sempre
onde as datas não datam.
Só no mundo do nunca existem lápides...
Que se importa se - depois de tudo- tenha "ela"partido,
casado, mudado, sumido, esquecido, enganado,
ou que quer que te haja feito, em suma?
Tiveste uma parte da sua vida que foi só tua e, esta,
ela jamais a poderá passar de ti para ninguém.
Há bens inalienáveis, há certos momentos que,
ao contrário do que pensas,
fazem parte de tua vida presente
e não do teu passado.
E abrem-se no teu sorriso mesmo quando,
deslembrado deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah, nem queiras saber o quanto deves à ingrata criatura...
A Thing of beauty is a joy for ever
- disse, há cento e muitos anos,
um poeta inglês que não conseguiu morrer.

Mario Quintana - 80 anos de poesia

13 de mai de 2011

Sexta - Feira 13!!!



Considerado um dia de azar, a sexta-feira 13, apareceu em muitas culturas ainda antes de Cristo.

O número 13 para numerologia é considerado irregular, infortúnio. Ainda mais vindo depois de um número tido pelos estudiosos como completo: 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus, 12 signos do Zodíaco.

A sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado e também é considerado um dia de azar.

Somando-se os dois, tem –se o mais azarado dos dias!

Vejamos algumas origens do mito:

-Os antigos Vikings, fizeram um banquete para 12 convidados, deixando de fora a Deusa do Mal, Loki. Furiosa por ter sido deixada de fora, Loki apareceu no local e matou Balder, um semi-deus que era o favorito dos Deuses. Assim surgiu a idéia de que reunir 13 pessoas para um jantar trás azar. (Será por isso que os jogos de jantar, as louças, são sempre em números pares?)

-Em outra versão Friga (Friday-sexta) a deusa do amor e da beleza, foi considerada bruxa quando as tribos nórdicas se converteram ao cristianismo. Para se vingar, juntamente com 11 bruxas e o próprio demônio, se reuniam todas as sextas para rogar pragas aos humanos.

-A mais forte, nasceu na era Cristã, com os 13 apóstolos que cearam com Jesus antes dele morrer, lembrando que foi em uma sexta-feira.

Também foi em uma sexta-feira 13, que o

Rei Felipe IV da França, exterminou a ordem dos Templários, prendendo, torturando e executando seus Cavaleiros.

As superstições envolvendo os gatos principalmente os pretos também são antigas. Os egípcios, através do seu deus Bast, atribuíram uma á

urea mística aos seus felinos. Mantinham gatos pretos em casa e inclusive os mumificavam depois de mortos.

No paganismo, o gato representa sabedoria e proteção, porém na magia negra o bichano personifica o diabo. Os olhos penetrantes que iluminam a noite, com a associação da cor preta com o mal, contribuíram para a fama demoníaca.

Desta forma é comum os protetores de animais, ficarem atentos a procura por gatos pretos nesta época, justificando que muitos acabam sendo usados em rituais de magia.

Assim, desejo uma ótima sexta-feira para todos!


PS: Nas fotos, nosso gato Recamiah!

9 de mai de 2011

Relicário Vik Muniz





Já falei deste artista aqui anteriormente e sem querer ser repetitiva vou falar novamente porque ele realmente merece.

No Instituto Tomie Ohtake estive na exposição Relicário, em que ele recupera objetos seus da década de 80 e outros inéditos mostrando sua habilidade de desenhista e modelador.

A Amostra reúne 30 trabalhos, sendo alguns do início de sua carreira, de sua primeira exposição individual em Nova York e sua primeira mostra no Brasil em 1988.


Ali encontrei um origami feito de uma só folha de papel reproduzindo um origamista, um crânio com nariz de palhaço, um sarcófago feito como uma tuppeware gigante, luvas usadas de seis dedos, enormes pés atrás de uma cortina de veludo, que talvez por estarem próximos a uma enorme roupa de batizado bizarra de um suposto monstro me causaram um medo estranho.

O que eu gostei é que as obras são cheias de ironia no que envolve a função original dos objetos, como o “Sarcophagus Tuppeware”, mas ao mesmo tempo nos fazem rir como o esqueleto com nariz de palhaço “Caveira do Palhaço”1989/2010. Ou ainda a série “Flora Industrialis” com fotografias de flores artificiais catalogadas pelo país do fabricante e o tipo de material usado. Muito, muito irônico!

“Interessam-me espaços onde a logica e o senso comum falham, criando oportunidade ao público para novas experiências.”Vik Muniz

Então mais um "viva" para Vik Muniz!


7 de mai de 2011

Mães Só Morrem Quando Querem



Texto de autor desconhecido:

"Eu tinha 7 anos quando matei minha mãe pela primeira vez. Eu não a queria junto a mim quando chegasse a escola no meu primeiro dia de aula. Eu me achava forte o suficiente para enfrentar os desafios que a nova vida ia me trazer. Poucas semanas depois descobri aliviado que ela ainda estava lá, pronta para me defender, não somente daqueles garotos brutamontes que me ameaçavam, como das dificuldades intransponíveis da tabuada.

Quando fiz 14 anos eu a matei novamente. Não a queria me impondo regras ou limites, nem que me impedisse de viver a plenitude dos vôos juvenis. Mas logo no primeiro porre eu a descobri viva. Foi quando ela não só me curou da ressaca, como também impediu que eu levasse uma vergonhosa surra do meu pai.

Aos 18 achei que mataria minha mãe definitivamente. Entrara na faculdade, iria morar em república, faria política estudantil, atividades em que a presença materna não cabia em nenhuma hipótese. Ledo engano: Quando me descobri confuso sobre qual rumo seguir, voltei à casa materna. Único espaço possível de guarida e compreensão.

Aos 23 anos me dei conta de que a morte materna era possível porém requeria muita lentidão...foi quando me casei, finquei bandeira da independência e segui viagem. Mas bastou nascer a primeira filha para descobrir que o bicho mãe se transforma num espécime ainda mais vigorosa chamado avó.

Apesar de tudo, continuei acreditando na tese de que a morte seria bem demorada, e aos poucos fui me sentindo mais distante e autônomo, mesmo que a intervalos regulares, ela reaparecesse em minha vida desempenhando papéis importantes e únicos. Papéis que somente ela poderia protagonizar...

Mas o final desta história, ao contrário do que eu sempre imaginei, foi ela quem definiu: quando menos esperava, ela decidiu morrer.

Assim, sem mais nem menos, sem pedir permissão, sem data marcada ou ocasião para despedida, minha tese da morte bem demorada ruiu. Ela simplesmente se foi, deixando a lição que mães não são para sempre.

Ao contrário do que sempre imaginei, são elas que decidem o quanto esta eternidade pode durar em vida e o quanto fica relegado para a saudade. Assim descobri que devemos amar as pessoas enquanto elas estão por aqui, pois nunca saberemos quando ela irá partir.

Para quem ainda a tem ao seu lado, ame-a... não espere ela partir para lhe dar amor. Um dia você vai descobrir que talvez a pessoa que mais o amou na vida foi ela.

E para quem já não a tem mais ao seu lado, feche os olhos e faça uma prece, agradeça a Deus pela vida que teve ao seu lado. Onde ela estiver, Deus lhe dará o recado."

3 de mai de 2011

O Japão e a economia de energia


Em função de todos os acontecimentos que tem ocorrido no Japão, economizar energia tem sido uma das palavras de ordem por lá.

Encontrei na rede alguns cartazes utilizados para incentivar as pessoas e achei simplesmente o máximo!

Divido com vocês:


1 de mai de 2011

Big Michael


Amo filmes!!! Principalmente os que são baseados em história reais. Sou fascinada por histórias de gente de “carne e osso”.

Eu queria falar de um filme ótimo para se ver em família, baseado na vida de Michael Jerome Oher, nascido em 28 de maio de 1986, nos EUA.

Nasceu em uma família de 12 filhos, de mãe alcóolatra e viciada em crack e pai que esteve grande parte da vida em prisões antes de falecer. Passou o início de sua vida em alguns lares adotivos, mas foi na rua, em um dia de muito frio, e usando apenas uma bermuda e uma camiseta, que Leigh Anne e sua família o encontraram. Reconheceram logo a garoto bolsista da escola conhecido como “Big Michel” e o levaram para casa.

Acolhido no lar desta família, que aos poucos foi percebendo seu grande talento nos esportes, ele recebeu não apenas afeto, mas também incentivo e educação, para se tornar uma grande revelação do futebol americano.

O que chamou minha atenção no filme, foi a capacidade de doação de todos os membros da família Tuohy, que mesmo diante dos preconceitos da sociedade frente a sua postura de acolhida ao jovem, manteve firme sua decisão, o que os uniu ainda mais.

O filme é baseado no livro “The Blind Side: Evolution of a Game”de Michel Lewis, e o filme aqui ganhou o nome de “Um Sonho Impossível” com Sandra Bullock no papel da maravilhosa Leigh Tuohy.

“Michel foi abençoado com uma incrível habilidade de não se preocupar com o ontem. Sua mente está focada sempre no que está a frente e acredito que é justamente isto que fez ele superar as adversidades, porque se ele estivesse por aí se preocupando com o passado não teria chegado aonde está hoje” Sean Tuohy


Até mais,

Eliziane