31 de jan de 2013

O Silêncio - Eugênio de Andrade






O Silêncio

Quando a ternura 

parece já do seu ofício fatigada, 

e o sono, a mais incerta barca, 
inda demora, 

quando azuis irrompem 
os teus olhos 

e procuram 
nos meus navegação segura, 

é que eu te falo das palavras 
desamparadas e desertas, 

pelo silêncio fascinadas. 


Eugenio de Andrade


tela:  Catrin Welz-Stein

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