9 de jul de 2011

BOTERO



Meu primeiro contato com Botero foi no Malba em em Buenos Aires. Fiquei encantada com as formas fofuchas e cativantes na obra Los Viudos de 1968.

Nascido em Medellin, Colômbia, estudou em Madri, Florença e mais tarde no México. Em Bogotá foi professor na escola de Belas Artes da Universidade Nacional de Bogotá. Realizou exposições na Europa, América do Norte e do Sul, recebendo inúmeros prêmios. Está presente no acervo dos principais museus do mundo.

Agora em recente visita ao MON, pude conhecer um outro lado do artista. Dores da Colômiba, traz um lado muito humano, de um ser tão comovido pelo sofrimento de seu povo que usa a própria arte para fazer com que seu protesto chegue aos mais diversos lugares. É lindo e chocante ao mesmo tempo.

Estas obras, retratam a dor, o sofrimento e a violência em seu país oriundos dos conflitos entre políticos e paramilitares.

O que mais me tocou foi um depoimento do artista, onde ele explica que jamais poderia ganhar dinheiro algum com aquelas obras( “Não vou fazer negócio com a dor da Colômbia...”), pois o objetivo delas era não deixar as pessoas esquecerem de tudo o que aconteceu e alertar o mundo para que o mesmo não se repita em outros lugares. Assim, em 2000 ele doou todas estas obras para o Museu Nacional da Colômbia, o qual criou um programa de itinerância, possibilitando tornar a obra conhecida de um público maior.

A exposição está fazendo tanto sucesso que o MON prolongou até 26 de agosto.

Imperdível!

2 comentários:

Rosa da Rosa disse...

Olá doce Eli! Suas passagens lá no blog demonstram a pessoa que é, aquela que faz bem. Sensibilidade apurada no post sobre Botero. O artista consegue retratar as tragédias com as figuras alegres que nos cativam. Beijo e abraço, Rosa.

Isabel Furini disse...

Adorei o post sobre Botero, especialmente porque em Medellin durante 5 anos e escutei muitas histórias sobre ele.