30 de mar. de 2011

Comemorando Aniver de Curitiba!


Ontem estive em uma palestra no Instituto Geográfico e Histórico de Curitiba. Seria uma boa maneira de comemorar o aniversário de Curitiba.Vi um anúncio no jornal falando de uma palestra sobre a formação da identidade curitibana e pensei, quem sabe eu entendo melhor este povo né. Só que eu não fazia idéia de onde estava me metendo! Por ter saído na Gazeta, achei que teria muitas pessoas e eu seria apenas mais uma.

Ao chegar ao endereço fiquei encantada com o lugar, ao passar pela porta o passeio no túnel do tempo começou de forma natural. Fui recebida por um senhor vestido impecávelmente num terno com gravata borboleta com sorriso farto no rosto que perguntou quem eu era e que órgão representava. Nenhum órgão? Nenhum museu? Instituto? Ah, então deve ser acadêmica? Professora? Não, eu não me encaixava em nada, a simples curiosidade, ou ânsia em aprender parecia surprendê-lo.....e logo se juntou a nossa animada conversa outro senhor que chegava com livros que foi distribuindo aos presentes e era saudado de forma muito reverenciada. Também ganhei um, "Um Breve Estudo de Antroponímia Brasileira". O autor que me entregou o livro era João Manuel Simões, luso-brasileiro, escritor, poeta, contista, da Academia Paranaense de Letras, com mais de 50 livros publicados.

Assim eram as pessoas que estavam lá, poetas, editores, escritores, acadêmicos consagrados, criadores de hinos, senhores e senhoras que transpiravam cultura. Nenhuma frase deles era simples, banal ou corriqueira.

Acho que vou levar uma semana para absorver tudo o que ouvi e aprendi com tão agradável companhia. Sem falar na palestra em si, maravilhosamente ministrada pelo Sr. Anthony Leahy.

No meio de todo aquele intelecto apenas poucos visitantes, uma pena sendo a palestra gratuita e aberta ao público!

Fica aqui todo meu agradecimento ao pessoal do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná or momentos tão agradáveis! Obrigada!!!!

28 de mar. de 2011

Questões de ajuste!



Como é difícil convivermos com pessoas tão diferentes. Eu sofro horrores pois não sou boa em aceitar coisas tão contraditórias a mim. Sim, sei que temos que aprender com as diferenças, mas caramba como isso dói!

Sou neurótica com horário, se marcam comigo 12:00hs, vou me empenhar para estar lá se não pontualmente, o mais próximo disso. E quando digo me empenhar, significa fazer tudo ao meu redor girar para que isso ocorra. Na minha casa só eu sou assim, ninguém mais dos meus é assim. Eu começo mandar eles se arrumarem uma hora antes, separo a roupa, organizo tudo. E eles nada....o tempo vai passando e meus nervos vão aflorando desenfreadamente. Eles me olham com cara de pouco caso enquanto vou imaginando as pessoas esperando com cara de bobas.

Vejo como uma tremenda falta de respeito fazer os outros esperarem, ainda mais quando a espera envolve alguma refeição, uma celebração ou algo assim. E no cinema então, alguém sempre tem que ficar com o nosso ingresso na porta esperando. Deselegante, no mínimo.

Sinto-me péssima por não conseguir fazer eles entenderem este meu ponto de vista. No entanto o pior, são as inúmeras desavenças que surgem em função disso, pois fico nervosa e sem papas na língua!

No livro que estou lendo um personagem diz ao outro: “É uma infelicidade os homens acreditarem que, em virtude de um filho ter nascido de suas entranhas, tenham grande intimidade, uma compreensão afetiva, como se fossem um só!....pois a afinidade não é um problema de sangue, mas de espírito...”. Na verdade acho que isso se aplica em muitos momentos da vida, principalmente quando fico me perguntando porque não consigo ensinar algo tão simples?

Talvez seja simples pra mim, e a neurose seja minha mesmo, mas na minha teimosia solitária, continuo achando importante chegar no horário!

Bjs,


ps: na foto azulejos portugueses do século passado.

25 de mar. de 2011

Confissão de Mário Quintana


Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas, Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!