23 de fev. de 2011

Noções - Cecilia Meireles

imgres.jpeg

Noções


Entre mim e mim, há vastidões bastantes
para a navegação dos meus desejos afligidos.

Descem pela água minhas naves revestidas de espelhos.
Cada lâmina arrisca um olhar, e investiga o elemento que a atinge.

Mas, nesta aventura do sonho exposto à correnteza,
só recolho o gosto infinito das respostas que não se encontram.

Virei-me sobre a minha própria experiência, e contemplei-a.
Minha virtude era esta errância por mares contraditórios,
e este abandono para além da felicidade e da beleza.

Ó meu Deus, isto é minha alma:
qualquer coisa que flutua sobre este corpo efêmero e precário,
como o vento largo do oceano sobre a areia passiva e inúmera...

15 de fev. de 2011

Haruo Ohara



Comecei a curtir fotografia, por influência direta da minha querida amiga Rachel que desde o tempo de cursinho pré-vestibular já saía com sua câmera fazendo registros e me levando junto. Depois também veio o próprio prazer em fotografar amigos, espaços, edificações, claro, nada profissional!

Haruo Ohara era imigrante, chegou no Brasil em 1927 e trabalhou nas lavouras de SP juntamente com pais e irmãos. Em 1933 vai para Londrina, trabalhar com as lavouras de café e ajuda na colonização da área. Casou em 1934 e teve nove filhos.

Fiquei fascinada com o trabalho de Haruo Ohara, com sua sensibilidade para registrar momentos cotidianos que sua família viveu no interior de Londrina, entre os anos quarenta e setenta.

O trabalho nas plantações de café, as reuniões familiares, a maravilhosa paisagem, e o fantástico pôr-do sol de Londrina estão registrados em seu trabalho, mostrando o imigrante asiático perfeitamente ajustados aos novos cenários.

Atualmente suas obras estão aos cuidados do Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro, que se dedica à conservação da memória fotográfica brasileira.

A exposição no MON vai até 27 de março e está na Torre da Fotografia.

Vale muito!

Ps: esta é minha preferida!!!Enxada no ar, 1948, Chácara Arara


11 de fev. de 2011

A mente

"O local de descanso da mente é o coração. A única coisa que a mente escuta o dia inteiro são sinos dobrando, barulho e discussão e tudo o que ela quer é tranquilidade.
O único lugar em que a mente vai encontrar paz é dentro do silêncio do coração. E é para lá que você tem de ir."
Monge ara Liz Gilbert, do Livro Comer, Rezar e Amar