8 de fev. de 2011

Volta às Aulas

Volta às aulas

Hoje as crianças começaram um novo ano letivo, cheio de expectativas, escola nova, professores diferentes e mudança de métodos.

Nesses momentos percebo o quanto meus filhotes ainda precisam de um colo. A ansiedade de um impede a chegada do sono, o outro não se alimenta direito. Tudo é expectativa!

Nós pais que já percorremos este caminho, agora nos encarregamos de listas e listas de materiais, com itens que muitas vezes nem fazemos idéia do que se trata, procuramos a mochila com a melhor roda, o estojo com muitas divisões, o caderno do personagem do momento. Sempre fico na expectativa: será que acertei tudo?

E conforme passam os anos, também passam os modismos e ficamos perdidos. Ontem na reunião ao ouvir a lei máxima ”Só tênis será permitido!”, uma mãe levanta a mão e pergunta: - All Star é tênis? – Sim mãe!

Eu do meu canto respiro aliviada por ter a resposta da pergunta que fui incumbida de fazer e estava resistente diante das inúmeras discussões travadas em casa sobre o tema.

Presenciei um irmão adolescente, deixando um pré-adolescente na porta da sala e depois de uma afetuosa despedida o mas velho disse:- ‘Um bom ano pra você cara!”.

Achei lindo! Então meus queridos, é isso, desejo um ótimo ano letivo, cheio de aventuras, amizades e aprendizado!

4 de fev. de 2011

Dei um susto no meu vizinho!


Dei um susto no meu vizinho!

Fui criada em uma rua em que as pessoas se conheciam, se diziam “Bom dia!”, “Boa Tarde!”, um aceno de mão quando passavam.

A cordialidade se fazia presente de uma maneira tão natural que nunca tinha percebido o quanto isso era importante para mim ou o quanto a ausência disso me faria falta.

Obviamente que esta rua não fica em Curitiba, onde estou residindo atualmente. Acontece que agora só tenho um vizinho próximo de um lado da minha casa, pois dos outros tenho ruas movimentadas que nos distanciam. Claro que ali também existem casas, para as quais abano eventualmente, tendo como resposta um olhar espantado de quem deve estar pensando sobre quem será está maluca.

Então, hoje resolvi me apresentar a este vizinho próximo...levei uma florzinha com um cartão e o meu telefone, colocando-me ao seu dispor. Até agora não consigo esquecer o olhar de espanto do senhor que me atendeu. Fico imaginando o que não passava pela cabeça dele, enquanto tentava disfarçar me perguntando se já estávamos bem estabelecidos, se eu tinha conseguido arrumar tudo, se eu tinha gostado da casa.

O medo de ser assaltado deixa as pessoas cada vez mais isoladas, trancafiadas em suas casas. Resultado inevitável do crescimento das cidades. No entanto fico me perguntando: precisamos também fechar nossos corações?

2 de fev. de 2011

Magda Frank


Magda Frank

Nunca fui muito de observar esculturas, mas na minha última visita o MON (Museu Oscar Niemeyer), fiquei encantada com o trabalho de Magda Frank.

A escultora húngara, nasceu em 20 de julho de 1914. Iniciou seus estudos na Faculdade de Belas Artes de Budapeste, mais tarde fugindo do nazismo passou um tempo na Suiça e depois se estabeleceu em Paris, sempre estudando com grandes mestres.

Em 1950 viaja para Buenos Ares para visitar seu único irmão sobrevivente, mas em 1995 retorna com o objetivo de fixar residência e construir o Magda Frank

House Museum, onde hoje está o Arquivo Magda Frank responsável por suas obras no bairro Saavedra.

A exposição do MON se chama “Homenagem” e apresenta 150 obras da artista em diversos materiais, como a madeira, o bronze, o

mármore e o concreto.

Em particular, gostei muito de “Angeles Osos”, da primeira foto acima, mas o seu "O Homem Grande" também é muito interessante e famoso.